A Copa do Mundo de 2026 teve gols memoráveis — e outros lances que ficaram marcados pela beleza e pela injustiça do resultado. Selecionamos dez quase-golaços: finalizações e jogadas que pediam rede, mas foram frustradas por traves, defesas espetaculares ou centímetros de diferença. São momentos que revelam a técnica dos jogadores e a crueldade das margens mínimas no futebol.
No primeiro bloco, lances individuais chamaram atenção: Taremi, do Irã, arrancou do campo de defesa e bateu chapado buscando o canto, mas a bola explodiu na trave; Youri Tielemans, em rebote de escanteio, acertou a trave da Bélgica contra o Egito; e o zagueiro Akam Hashem, pelo Iraque, testou um chutaço de canhota que passou muito perto. Ainda houve a bicicleta de Ndoye, pela Suíça, que obrigou o goleiro Vasilj a uma defesa rara — o árbitro chegou a marcar impedimento no lance.
O capítulo brasileiro teve momentos de frustração estética: em vitória por 3 a 0, Vini Jr. deu um passe de letra que abriu caminho para Martinelli encher o pé e ver a bola bater no travessão. A França também teve seu quase-gol: Olise acertou um voleio de cobertura após jogada de Mbappé e a bola bateu na trave do Iraque. E a Coreia do Sul quase virou contra o México quando Son Heung-min finalizou de cobertura — Álvarez salvou em cima da linha, com o lance depois anulado por impedimento.
No mata-mata, contrastes semelhantes: Yeboah, do Equador, driblou e bateu com o bico, desviando com perigo e tocando a trave diante do México; outros momentos belos passaram raspando. Esses episódios lembram que, além dos placares, a Copa se decide em detalhes técnicos e em defesas que viram lenda. Para quem ama futebol, a lista é, simultaneamente, celebração do talento e motivo de frustração — o que poderia ter sido golaço, ficou para a lembrança.