A eliminação do Rosario Central para o Corinthians, por 1 a 0, nas oitavas de final da Libertadores colocou em xeque o futuro de Ángel Di María. Aos 38 anos, o argentino admitiu publicamente que precisa pensar nos próximos passos da carreira, deixando em aberto a possibilidade de aposentadoria após o término da participação continental.
Di María voltou ao Rosario Central em maio de 2025, 18 anos depois de sair do clube que o revelou. A contratação teve caráter simbólico: retorno ao time de origem após carreira vitoriosa no exterior, com passagens por Benfica, Real Madrid, Manchester United, PSG e Juventus, além do título mundial com a Argentina.
A eliminação tem desdobramentos práticos: além de encerrar a caminhada continental do clube, impõe uma reflexão imediata sobre o planejamento esportivo e financeiro do Rosario Central, que contava com o apelo e a visibilidade do camisa 11. Para o jogador, a derrota torna mais evidente a opção entre encerrar a carreira em alta simbólica ou buscar prorrogação em condições que respeitem sua condição física e a ambição do clube.
O recuo de Di María, que voltou como ídolo e referência, deixa o clube e a torcida em dúvida sobre o projeto no curto prazo. A decisão do jogador — aposentadoria ou continuidade — terá impacto direto na montagem do elenco e na estratégia do Rosario Central para as próximas temporadas, além de fechar um capítulo importante na trajetória do atleta.