A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) cancelou nesta quinta-feira o registro de Diego Souza como treinador no BID, após o ex-jogador ter sido citado na investigação sobre um esquema de venda de diplomas falsos. Diego, hoje no comando do Joinville, afirmou ao UOL que foi vítima do golpe e que desconhecia qualquer irregularidade nos documentos que recebeu.
A entidade informou que o caso foi encaminhado à Comissão de Ética e à CNRD para apuração de responsabilidades. No sistema da CBF, o técnico aparecia autorizado a atuar a partir de 27 de agosto, data próxima à sua estreia pelo JEC, em 30 de agosto. O clube declarou que está avaliando os procedimentos de registro e eventuais medidas jurídicas e administrativas necessárias.
Reportagem do UOL relata que o argentino Alejandro Mancuso oferecia licenças da ATFA mediante pagamento, prometendo habilitação para treinar em qualquer lugar sem necessidade de estudos. Em resposta, a CBF diz ter levantado os casos de profissionais que usam apenas a licença argentina e solicitado endosso à Conmebol, ressaltando que o regulamento atribui aos clubes a obrigação de verificar a veracidade dos documentos inseridos no sistema.
Além do desgaste para a carreira do técnico, o episódio expõe fragilidades nos controles de clubes e federação e pode resultar em sanções administrativas, caso se confirme o uso de documentação fraudulenta. Para o Joinville, a prioridade é esclarecer responsabilidades e adotar medidas de regularização enquanto aguarda o desfecho das apurações pela CBF.