O Corinthians saiu de Porto Alegre em desvantagem e com mais perguntas do que respostas. Em jogo definido no Beira-Rio, a equipe foi superada pelo Internacional por 2 a 0 e viu transformar-se em grande problema a aposta tática que Fernando Diniz fez no segundo tempo. O resultado complica a defesa do título e força um cenário de pressão para a volta na Neo Química Arena.

A partida estava inclinada a um confronto equilibrado, com o Corinthians controlando a posse sem, contudo, transformar volume em efetividade. Com André fora por motivos clínicos, Diniz optou pela entrada de Lingard aos 11 minutos do segundo tempo. A mudança abriu o time e, em questão de minutos, o Inter explorou os espaços concedidos: um erro na marcação permitiu a Matheus Bahia concluir para o gol e alterar por completo o panorama.

Quatro minutos depois, outra falha — agora na contenção defensiva — resultou em penalidade cometida por Gustavo Henrique, e Alan Patrick converteu para selar o placar. O time de Diniz, que já sofria com transições mal coordenadas e pouca presença no último terço, virou presa fácil para a imposição do Internacional. Na prática, o Corinthians precisa vencer por três gols na próxima quinta-feira, às 20h, para avançar diretamente; vitória por dois leva a decisão para os pênaltis.

A leitura imediata é que a opção por abrir a equipe, combinada a erros pontuais na saída de bola, custou caro. Além do revés no marcador, a derrota expõe fragilidades táticas e aumenta a exigência sobre comissão técnica e elenco em um momento decisivo da temporada. Resta ao Corinthians recuperar organização e intensidade na Arena, onde terá de provocar uma reação que, diante do cenário, não admite nova hesitação.