O Superior Tribunal de Justiça Desportiva absolveu Fernando Diniz nesta sexta-feira, liberando o treinador para comandar o Corinthians no clássico contra o São Paulo, domingo às 18h30, na Neo Química Arena. A decisão afasta a possibilidade de punição prevista no artigo 258 do CBJD, que poderia ter chegado a até seis jogos de suspensão e deixado o clube sem seu técnico em rodada decisiva do Brasileirão.

Diniz foi enquadrado após as críticas à arbitragem chefiada por Matheus Candançan na partida contra o Mirassol, disputada no estádio José Maria de Campos Maia. O técnico também questionou o trabalho do VAR, sob responsabilidade de Marcio Henrique de Gois, reclamando que lances capitais — um pênalti debatido e uma falta antes do segundo gol adversário — não receberam a revisão esperada pela comissão corintiana.

Do ponto de vista interno, a absolvição representa um alívio imediato: a comissão técnica mantém continuidade e evita desgaste institucional no véspera do clássico. Mas a decisão não resolve a questão mais urgente em campo: o Corinthians ocupa a 17ª posição no Campeonato Brasileiro, com 15 pontos, e precisa de respostas rápidas para escapar da zona de rebaixamento, mesmo tendo garantido vaga nas oitavas da Libertadores.

A volta de Diniz ao banco concentra atenções no aspecto técnico e tático do confronto. Além de prepararem a equipe para um jogo de alta pressão, diretoria e torcida vão avaliar se a estabilidade do comando se traduz em mudanças efetivas no desempenho. Um resultado negativo no domingo tende a ampliar cobrança sobre o comando e aprofundar a insatisfação externa; uma vitória, ao contrário, dará fôlego imediato ao projeto do treinador.