Fernando Diniz escalou Breno Bidon como peça central para tentar dar nova cara ao ataque do Corinthians. Herói do segundo jogo contra o Vasco na decisão da Copa do Brasil do ano passado, Bidon será titular neste domingo, às 16h, na Neo Química Arena, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Os números recentes do jogador, porém, são discretos: em 2026 são 21 partidas e mais de 1.500 minutos, com apenas dois gols e nenhuma assistência. Ciente disso, a comissão técnica tem dado carta branca para que Bidon se aproxime dos laterais e atacantes, atacando os espaços ao entrar na área — uma leitura típica do estilo de Diniz que busca envolver o meio com maior mobilidade.
Desde a chegada da nova comissão, o Corinthians disputou cinco partidas e marcou apenas cinco gols. A solidez defensiva, que ainda não viu o time ser vazado, não tem compensado a pouca produção ofensiva. Nesta escalação, Bidon e Rodrigo Garro recebem a missão clara de aumentar o ritmo, criar mais chances e transformar posse em finalizações que realmente pressinem adversários.
Se a liberdade tática conseguir destravar Bidon, o efeito será imediato no alívio da pressão sobre o treinador e no resgate da confiança interna. Caso contrário, a persistência de um ataque pouco produtivo tende a ampliar críticas à gestão técnica e a complicar a narrativa oficial sobre recuperação do time — pressionando Diniz a repensar alternativas ofensivas rapidamente.