O Corinthians voltou a perder no Campeonato Brasileiro e saiu do Couto Pereira com uma derrota que expõe oscilações da equipe. O placar de 2 a 1 para o Coritiba, na 24ª rodada, foi justificado por Fernando Diniz com o desgaste da sequência de jogos e a queda de rendimento em momentos decisivos. O treinador minimizou o papel dos desfalques e destacou que o desgaste psicológico tem pesado mais que o físico.
Os dois gols sofridos foram apontados por Diniz como evitáveis. O primeiro nasceu de um rebote em cobrança de bola parada ofensiva do Coritiba; o segundo veio na etapa final, quando o Corinthians tentou recuperar a bola de forma agressiva e deixou espaço na defesa — Allan falhou ao não marcar Paulo Roberto dentro da área. Segundo o técnico, o time teve começo de jogo positivo, mas oscilou e pagou caro por falta de atenção.
O resultado deixa o clube do Parque São Jorge com 32 pontos e na décima posição da tabela, com risco de queda na classificação caso o Botafogo vença o Athletico-PR no fechamento da rodada. O calendário, porém, segue apertado: o Corinthians mantém a disputa da Libertadores e agora tem pela frente o clássico com o Santos, domingo que vem, na Neo Química Arena. Para esse jogo, Breno Bidon será desfalque devido ao terceiro cartão amarelo.
A explicação de Diniz sobre desgaste é plausível, mas não reduz a responsabilidade por erros recorrentes em bolas paradas e pela oscilação do time. A combinação de calendário intenso e lapsos de concentração impõe um dilema de gestão: rodar mais o elenco e priorizar recuperação psicológica, ou tentar recuperar pontos em casa com a equipe titular. O clássico com o Santos aparece como teste imediato para medir resposta e consistência.