Fernando Diniz foi direto ao ponto ao avaliar o empate sem gols do Corinthians com o Athletico-PR: o gramado da Neo Química Arena está aquém do que o clube deveria ter. O treinador classificou a superfície como a pior desde a inauguração do estádio e associou, com cautela técnica, pelo menos uma das lesões ocorridas na partida ao estado do campo.
O nervo da reclamação está nas consequências práticas: Zakaria Labyad saiu com torção no joelho no fim do primeiro tempo e Yuri Alberto sentiu a coxa no segundo, casos que somam-se a relatos de jogadores com ralados e perda de segurança na condução de jogo. O Corinthians trocou o gramado na pausa da Copa do Mundo e segue com trabalhos de descompactação e remoção de areia; a recuperação, porém, ainda não está concluída.
Clubes e operadores já se reuniram: a diretoria do clube, responsáveis da Arena e a empresa que mantém o campo foram acionados para elevar a performance antes do confronto de volta pelas oitavas da Copa do Brasil, contra o Internacional. A cobrança não é só técnica, é administrativa: a entrega de um piso jogável é requisito básico para preservar atletas e competitividade em jogos decisivos.
Além do risco imediato às condições físicas dos atletas, o episódio expõe falha de planejamento operacional num momento em que o calendário exige retomada rápida. Se o gramado não apresentar melhora até o próximo compromisso, a pressão sobre responsáveis pela manutenção tende a aumentar, assim como o custo esportivo para o Corinthians.