O técnico Fernando Diniz, do Corinthians, foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva após as críticas feitas na entrevista coletiva depois da derrota por 2 a 1 para o Mirassol. A procuradoria utilizou as imagens do depoimento e enquadrou o treinador no item segundo do segundo parágrafo do artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva; a pena máxima prevista é de seis jogos.

No estádio José Maria de Campos Maia, Diniz criticou com veemência o trabalho do árbitro Matheus Candançan e do VAR, comandado por Márcio Henrique de Gois. O treinador questionou um pênalti que originou o primeiro gol e apontou falta em Rodrigo Garro no lance do segundo tento, além de reclamar que o vídeo-arbitragem atuou para rever uma expulsão, mas não para anular o gol adversário.

A denúncia formaliza a interpretação da procuradoria de que a postura do técnico se enquadra em conduta contrária à disciplina e à ética desportiva por desrespeito à equipe de arbitragem. O julgamento está marcado para a próxima sexta-feira, a partir das 10h, na sede do STJD, no Rio de Janeiro, quando será definida eventual suspensão.

Além do risco imediato de perda de comando em jogos consecutivos, a ação traz custo esportivo ao Corinthians em momento de calendário apertado — o clube embarcou a Bogotá na madrugada seguinte ao confronto. A abertura do processo também reforça maior rigor institucional sobre manifestações públicas de treinadores e eleva a atenção sobre o limite entre protesto e punição.