Fernando Diniz reconheceu publicamente que o Corinthians vive um período abaixo da expectativa nas últimas semanas, mas voltou a sustentar que a produção em campo não tem refletido no placar. Após a derrota por 3 a 1 para o Fluminense, neste domingo, o treinador enfatizou que a equipe criou chances e, na sua avaliação, jogou melhor do que o adversário — apesar de somar a sexta derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro. O resultado deixa o Corinthians na 14ª colocação, com 32 pontos, apenas três acima da zona de rebaixamento.

O técnico reclamou de decisões da arbitragem e da falta de pontaria em oportunidades claras, e admitiu frustração com a sequência negativa: disse tratar-se do pior período da carreira nos últimos 40 dias, mas lembrou que a fase inicial do trabalho havia sido positiva. No quadro de derrotas acumuladas também pesam eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores, circunstâncias que ampliam o custo esportivo e político do baixo rendimento. Ainda assim, o diretor executivo Marcelo Paz anunciou publicamente que mantém Diniz no comando.

Além das queixas sobre sorte e faltas não marcadas — incluindo um pênalti que o treinador considerou evidente — Diniz comentou aspectos táticos e físicos: falou da adaptação de Memphis para a função de centroavante e da importância do retorno de jogadores como Yuri ao elenco. A vitória, segundo ele, depende de ajustes e de recuperação de condicionamento, mas o tempo para reação será curto. O calendário dá uma trégua com a janela da Data Fifa; o próximo compromisso é contra o Internacional, em 7 de outubro.

O problema para o elenco e a diretoria é transformar posse e volume em gols e pontos. A declaração de confiança da cúpula evita, por ora, uma ruptura imediata, mas se a sequência de resultados ruins persistir a margem de manobra diminuirá — e a pressão sobre Diniz e a gestão aumentará, com consequências diretas no desempenho esportivo e na relação com a torcida.