Fernando Diniz alcançou na noite desta quinta-feira a maior invencibilidade da história da Copa Libertadores: 19 partidas sem derrota. O número foi registrado após o empate por 1 a 1 com o Peñarol, em Montevidéu, que garantiu ao Corinthians a primeira posição no Grupo E com uma rodada de antecedência. A Conmebol reconheceu a marca nas redes sociais; no total, o técnico soma 14 partidas invicto no comando do Fluminense entre 2023 e 2024, e mais cinco com o Timão em 2026 — somando 12 vitórias e sete empates na competição.
A campanha corintiana na América do Sul chama atenção pela virada de confiança que o técnico promoveu: Diniz estreou pelo clube na vitória sobre o Platense, em Argentina, em momento em que a equipe vinha de uma sequência de nove jogos sem triunfo e crise interna. Desde então, o Corinthians foi a primeira equipe a carimbar vaga nas oitavas de final, resultado que a comissão técnica atribui ao trabalho de recuperação de confiança no CT Joaquim Grava.
O contraste, porém, é claro e merece atenção. Internamente o clube priorizou a Libertadores na quinta-feira e poupou a maioria dos titulares justamente para ter força máxima no domingo, quando recebe o Atlético-MG, na Neo Química Arena. O time segue em posição desconfortável no Campeonato Brasileiro, o que impõe uma equação delicada entre seguir sonhando na Sul-Americana e evitar uma deterioração ainda maior na tabela nacional.
A marca de Diniz é, sem dúvida, um salto de prestígio para o treinador e aumenta a pressão por um desfecho à altura — não apenas pela possibilidade do título continental, mas pela necessidade de combinar desempenho nas duas frentes. O próximo compromisso em casa terá peso político e esportivo: será um teste de capacidade do técnico e do elenco em gerir prioridades sem sacrificar a sobrevivência no Brasileirão.