O Corinthians deixou claro que não pretende abrir a janela de transferências apenas por movimento: segundo o executivo Marcelo Paz, contratações só serão feitas se de fato elevarem o nível do elenco. A declaração foi dada durante o treino desta quinta-feira no CT Joaquim Grava, onde o atacante Memphis Depay apareceu em campo em atividade ainda monitorada pela fisioterapia.
O técnico Fernando Diniz, anunciado no início do mês, não solicitou nomes à diretoria. A orientação do treinador é observar e tentar desenvolver jogadores do elenco e das categorias de base antes de buscar reforços. Paz ressaltou que haverá naturalmente entradas e saídas na janela, mas, por enquanto, não há negociações avançadas nem posições definidas para reforço.
No plano financeiro e esportivo, o clube também opera com restrições. O Corinthians prevê faturar R$ 151 milhões com vendas de atletas em 2025 e fechou o ano passado com déficit milionário — fatores que aumentam a pressão por negociações que gerem receita. A janela de meio de ano (20 de julho a 11 de setembro) coincide com o pico do mercado europeu, quando nomes do elenco podem receber propostas do exterior.
Paralelamente, o clube reforça sua atuação internacional: contratou Gabriel Correa como analista de mercado para ampliar scouting, relações e oportunidades de venda ou parcerias. Traduzindo na prática, a posição de Diniz tende a conter gastos imediatos e forçar o clube a conciliar desenvolvimento de jovens, possíveis receitas com saídas e escolhas cirúrgicas no mercado.