Fernando Diniz iniciou sua passagem pelo Corinthians com um diagnóstico claro: não basta apenas ajustar a equipe coletivamente, é preciso recuperar jogadores que vêm em queda de rendimento. No primeiro contato com o grupo, na terça-feira (7/4), o técnico procurou entender a condição de cada atleta, mas deixou claro que já conhece bem o elenco e quer acelerar a implementação de seu modelo.
Entre os casos mais urgentes está Rodrigo Garro. Depois de uma temporada de destaque, o meia argentino enfrenta irregularidade técnica e problemas físicos que reduziram sua produção. Para Diniz, a prioridade passa por recuperar a confiança e o nível do atleta — intervenções individuais que podem impactar diretamente o desempenho coletivo em campo.
É um jogador com talento evidente; meu objetivo é trabalhar para que ele recupere a melhor versão.
O trabalho com a base também entrou na agenda. Conhecido por desenvolver jovens, Diniz ressaltou potencialidades em atletas como André e Breno Bidon, que tiveram oscilações recentes. A gestão do tempo de jogo e o suporte psicológico e técnico serão pontos observados de perto para transformar promessa em solução imediata.
A situação de Alex Santana, que vinha treinando separado após retorno de empréstimo, será reavaliada pela nova comissão. Embora a decisão anterior tenha isolado o volante, o técnico declarou apreço pelo futebol do jogador, o que abre caminho para uma possível reintegração dependendo da adaptação tática e do comportamento nos treinos.
Hugo Souza aparece como peça importante no plano de jogo de Diniz: a saída curta e a construção desde o goleiro fazem parte do DNA do treinador, que aposta em potencializar o desempenho com os pés do arqueiro. Com a viagem para enfrentar o Platense, pela Libertadores, marcada para esta quinta (9/4), o cronograma é curto e cobra respostas rápidas em campo e no vestiário.
Gosto do futebol do Alex e vou reavaliar sua situação para decidir a melhor solução para o elenco.