Fernando Diniz volta a encontrar neste domingo jogadores do Vasco que tiveram chegada influenciada por ele na última janela. O reencontro ganha tom de prova: Thiago Mendes não treina no campo e é dúvida para a partida — detalhe que reforça o clima de incerteza em torno do duelo.
O Vasco contratou seis nomes apontados por Diniz: o zagueiro Saldivia, o lateral Cuiabano, o meia Johan Rojas e os atacantes Brenner, Marino Hinestroza e Spinelli. O planejamento do clube foi traçado pensando no estilo do treinador, com saída de bola curta desde o setor defensivo. Diniz participou decisivamente das negociações de boa parte dessas contratações.
Na prática, porém, só Saldivia e Rojas encontraram regularidade. Saldivia assumiu a titularidade após o clássico contra o Fluminense — jogo que precipitou a saída de Diniz — e soma 15 partidas em 2026. Rojas foi destaque já sob Diniz, chega a 18 jogos e quatro assistências, recuperando espaço sob Renato e atuando mais pela direita. Brenner teve início conturbado, foi vaiado e, apesar da relação próxima com Diniz, alterna entre banco e entrada; marcou contra o Audax Italiano pela Sul-Americana.
Marino Hinestroza é o exemplo mais explícito do descompasso entre expectativa e retorno: contratado por cerca de US$ 5 milhões (próximo de R$ 30 milhões na época), o colombiano tem 13 jogos sem gols ou assistências e pouco brilho, mesmo tendo sido convencido por Diniz diretamente. Spinelli e Cuiabano tiveram participação menor na articulação do técnico. O balanço deixa evidente que a estratégia de montagem do elenco, centrada em indicações, produziu acertos pontuais, mas também apostas que ainda não se pagaram — um legado que complica o novo ajuste do Vasco após a demissão do treinador.