A diretoria do Vasco aproveitou o intervalo da partida contra o Vitória, pelas quartas de final da Copa do Brasil, para cobrar o árbitro Matheus Delgado Candançan pela expulsão do volante Barros. Admar Lopes e o diretor técnico Felipe foram até a saída do gramado e precisaram ser contidos por policiais que faziam a escolta da arbitragem.
O lance ocorreu aos 14 minutos: pressionado por Renato Kayzer, Barros errou a saída de bola e tocou com o braço para impedir o ataque. Após consulta ao VAR e três minutos de revisão, o árbitro aplicou o cartão vermelho — decisão acompanhada de protestos dos vascaínos, que sustentam que a bola bateu primeiro no braço de Kayzer.
Jogadores do Vitória pediram imediatamente a expulsão, enquanto o Vasco contestou a sequência do toque. O treinador PC Oliveira disse que, na sua avaliação, Barros não deveria ter sido expulso. Ficar com um jogador a menos em jogo eliminatório altera o equilíbrio da partida e amplia a tensão dentro e fora de campo.
A intervenção da diretoria no intervalo transforma a controvérsia em episódio institucional: além do impacto esportivo imediato, reforça o clima de atrito entre o clube e a arbitragem e reacende a discussão sobre critérios de interpretação em lances de mão e sobre o uso do VAR em decisões decisivas.