O técnico Eduardo Domínguez apontou a arbitragem como fator decisivo na derrota do Atlético-MG por 3 a 2 para o Flamengo, no Maracanã. A controvérsia gira em torno do tempo de acréscimo: o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima assinalou seis minutos, e aos 50min58s o ataque atleticano ainda tinha a posse quando a bola foi perdida no contragolpe que terminou em pênalti, marcado aos 51min10s.
No jogo, o Atlético abriu o placar rapidamente, mas sofreu a virada ainda no primeiro tempo, em uma etapa inicial em que o time ficou exposto à pressão adversária. Na segunda etapa, o clube ajustou o posicionamento, equilibrou as ações, conseguiu o empate e criou chances para tentar a virada, mas foi surpreendido pelo lance final que definiu o resultado.
O revés custou ao Galo a possibilidade de entrar no G-5: a equipe ficou estacionada na sexta colocação, com 50 pontos, e perde oportunidade de ganhar impulso às vésperas do clássico. A reclamação de Domínguez sobre o acréscimo tende a alimentar o debate sobre critérios de tempo e encerramento de partidas, enquanto aumenta a cobrança interna por melhores leituras nos minutos finais.
Sem tempo para muito lamento, o Atlético já vira a página para o duelo contra o Cruzeiro, quinta-feira às 19h30, na Arena MRV. Além de reclamar da arbitragem, o time precisa corrigir a exposição sofrida no primeiro tempo e a forma como administra os momentos decisivos para não depender de interpretações externas na reta final do Brasileiro.