O Atlético-MG vive o pior momento da gestão de Eduardo Domínguez desde sua chegada: três derrotas consecutivas, incluindo o clássico contra o Cruzeiro. Na coletiva pós-jogo o treinador não tentou amenizar o quadro — falou em “volta à base”, necessidade de humildade e revisão imediata de comportamentos e processos dentro de campo.
Domínguez ressaltou que o elenco sofreu mais de 70 finalizações nos últimos três jogos, e vinculou os resultados a erros coletivos, perda de duelos e transições mal defendidas. O técnico negou que haja relaxamento no grupo, classificou a sequência como um processo de aprendizagem diante da primeira série negativa sob seu comando e afirmou que espera uma reação rápida para o confronto pela Copa do Brasil contra o Grêmio.
No diagnóstico apresentado, o treinador apontou pontos concretos: equipe pouco agressiva nos duelos do meio-campo, dificuldades para corrigir posicionamento em situações paradas e fragilidade ao sofrer transições. A avaliação técnica reproduz problemas já vistos nas derrotas para o City Torque e o Flamengo, e evidencia necessidade de ajustes físicos e táticos para retomar a solidez defensiva.
O recado de Domínguez tem efeito prático: pressiona correções imediatas no treino e na escalação, e amplia a responsabilidade da comissão técnica para recuperar confiança da torcida. Se não houver resposta rápida, a sequência negativa tende a aumentar cobrança interna e externa — um cenário que exige mudanças pontuais e clareza de objetivos para evitar desgaste maior no restante da temporada.