Belo Horizonte, MG – Domínguez mudou a ordem do time no segundo tempo e perdeu o controle do que vinha sendo uma atuação segura do Atlético. As trocas interromperam a construção de jogadas e deixaram setores desligados num momento em que o time pressionava com organização.

A decisão mais criticada foi a saída do volante que vinha iniciando as ofensivas: sem ele, o trânsito de bola ficou mais lento e o time passou a errar passes em sequência. Das peças lançadas do banco, apenas Fred trouxe fôlego e ganhou espaço para finalizar; as demais mexidas não surtiram o efeito esperado.

Houve pontos altos e baixos entre os titulares. Um jogador assinou um golaço e foi o destaque do primeiro tempo, mas a equipe teve falhas claras na marcação: no lance do gol do Grêmio, Carlos Vinicius deixou o setor exposto e a defesa não acompanhou com eficiência. Laterais e meias alternaram bons desarmes com decisões equivocadas, reflexo também da perda de ritmo.

O empate por 1 a 1 na semifinal da Copa do Brasil deixa a vaga em aberto para o jogo de volta. O saldo da noite é: desempenho coletivo comprometido pelas trocas e a necessidade de Domínguez reencontrar organização na transição entre defesa e ataque.