Dorival Júnior chega ao décimo jogo no comando do São Paulo sem conseguir escalar o mesmo time titular em duas partidas consecutivas. A sequência foi influenciada por uma combinação de lesões, pedidos de rescisão e ajustes táticos que obrigaram o treinador a promover substituições permanentes no XI inicial desde sua estreia.
Alguns nomes que começaram com Dorival já não estão no clube — casos de Alan Franco, Dória e Enzo Díaz — e outras peças foram afetadas por problemas físicos: Sabino entrou como alternativa à zaga, se lesionou e só voltou a aparecer entre os titulares sete jogos depois; Rafael Toloi também teve participação interrompida por contusão. A volta de Arboleda depois de afastamento e a permanência de Wendell na lateral direita ainda não trouxeram estabilidade à retaguarda.
A paragem para a Copa do Mundo marcou uma mudança de desenho tático: o técnico trocou a formação com pontas pelos três meias, deixando Artur deslocado à direita e Luciano e Calleri mais próximos ao gol. Mesmo assim, Dorival só chegou perto de repetir a mesma base em duas ocasiões — e pequenos contratempos, como a lesão de Artur, impediram a continuidade. Nos últimos jogos, reforços como Domingos Duarte, Iago e Newton ganharam espaço para suprir ausências anteriores.
No domingo, às 18h30, o São Paulo enfrenta a Chapecoense fora de casa pelo Brasileirão com a tendência de ver o 11º time diferente na gestão de Dorival — Sabino deve ser mantido pela lesão de Arboleda. O rodízio constante levanta a questão sobre entrosamento e consistência, desafios que o técnico precisa resolver para transformar alterações forçadas em estabilidade competitiva.