O São Paulo oficializou nesta sexta-feira a contratação de Dorival Júnior como técnico até o fim da temporada. O acerto foi sacramentado em Florianópolis e só avançou depois de concessões de ambas as partes na negociação financeira: a pedida inicial aproximava-se do que o treinador recebia no Corinthians, enquanto a oferta do clube seguia o piso pago a Hernán Crespo — o acordo final ficou perto de R$ 2 milhões para a comissão.

A tratativa se estendeu pela madrugada, com Rui Costa e o gerente Rafinha detalhando o cenário político e econômico do clube. Dorival quis entender a fundo os bastidores, a influência de diferentes atores sobre o futebol, o planejamento de elenco e a estratégia para reforços e vendas — postura que revela cautela diante de um ambiente institucional tenso.

Por ora, o técnico não comandará a equipe em campo: ele estará no Rio neste sábado para acompanhar o jogo contra o Fluminense, e a direção técnica será mantida pela comissão fixa. A diretoria consultou ainda o presidente Harry Massis antes de aceitar a contraproposta, sinalizando esforço de coordenação interna para viabilizar a chegada.

Aos 64 anos, Dorival retorna para a terceira passagem pelo clube, com memória recente do título da Copa do Brasil em 2023 e currículo recheado de troféus. A contratação busca estabilidade imediata, mas impõe ao São Paulo um custo econômico e cobrança por resultados rápidos — um teste de eficiência administrativa diante da necessidade de recuperação esportiva.