O São Paulo anunciou, nesta sexta-feira, o retorno de Dorival Júnior ao comando técnico do time. O treinador, de 64 anos, assinou contrato até o fim do ano após uma negociação realizada em Florianópolis, onde mora, e que envolveu concessões de ambas as partes na pauta salarial. A pedida inicial de Dorival estava próxima ao que recebia no Corinthians (cerca de R$ 3 milhões), enquanto o clube começara oferecendo o valor pago a Hernán Crespo (R$ 1,5 milhão); o acordo ficou próximo de R$ 2 milhões.

Fontes do clube relataram que a conversa se estendeu pela madrugada. Rui Costa e o gerente Rafinha passaram horas explicando o contexto político e financeiro do São Paulo — pontos que preocuparam o treinador — e responderam às perguntas sobre projeto esportivo, planejamento do elenco, reforços e vendas. A parte financeira só entrou de fato na mesa depois das 23h; após nova rodada de propostas pela manhã, houve aceitação rápida do técnico.

Dorival chega para a terceira passagem no Tricolor. Na primeira, entre 2017 e 2018, trabalhou em 40 jogos; na segunda temporada, foi campeão da Copa do Brasil em 2023, com 25 vitórias em 54 partidas, antes de aceitar convite para a seleção brasileira. Dirigiu a seleção até 2025 e, em seguida, assumiu o Corinthians, levando o rival ao título da Copa do Brasil. No currículo constam títulos nacionais e internacionais, entre eles quatro Copas do Brasil, uma Libertadores, uma Recopa, uma Supercopa e sete estaduais.

O acerto imediato e o contrato curto deixaram clara a prioridade do São Paulo por resultados rápidos: Dorival estará no Rio para acompanhar o jogo contra o Fluminense, mas não comandará a equipe — a responsabilidade será da comissão técnica fixa até sua efetiva estreia. A negociação expõe a capacidade de a diretoria abrir espaço no orçamento para recompor o comando técnico, mas também reduz a margem de erro do treinador, que terá tempo limitado para implantar mudanças e entregar desempenho palpável ainda nesta temporada.