O São Paulo saiu de um sábado tenso no Morumbi com um resultado que dá respiro: 2 a 1 sobre o Vitória, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois de duas derrotas seguidas para Santos e Cruzeiro e da eliminação na Sul-Americana, Dorival Júnior promoveu seis mudanças na equipe que começou em Belo Horizonte e manteve o esquema 3-5-2. A vitória trouxe alívio imediato, mas não apagou problemas recorrentes.
O time iniciou bem, com pressão e criação de chances, e abriu o placar com o centroavante que mais tem decidido: Calleri. A jogada nasceu pelos lados e terminou num cabeceio preciso do camisa 9. Ainda assim, como tem sido rotina, o São Paulo recuou depois do gol e deu espaço ao adversário. O empate do Vitória surgiu em jogada na entrada da área em que Emmanuel Martínez ficou livre para finalizar — sinal claro de falha coletiva na recomposição defensiva.
No intervalo e no segundo tempo, Dorival voltou a mexer e obteve resposta: Lucas, recuperado de lesão após cinco meses, e Marcos Antônio entraram e reorganizaram o meio-campo. O controle do setor central foi suficiente para encurralar o visitante e permitir que Calleri voltasse a marcar, garantindo os três pontos. As alterações do treinador, portanto, voltaram a ser determinantes para a reação da equipe dentro da partida.
O resultado leva o São Paulo à nona posição, com 39 pontos, agora com margem de oito pontos para a zona de rebaixamento — um alívio concreto no curto prazo. Mas o diagnóstico permanece: o time ainda vacila na proteção à defesa e não consegue manter postura ofensiva depois de abrir o placar. A vitória reabre espaço para esperança e trabalho, mas Dorival terá de corrigir essas falhas se o objetivo for sonhar mais alto no Brasileirão.