O Draft da NFL é o ponto alto da intertemporada: entre 23 e 25 de abril de 2026, as 32 franquias se reúnem em Pittsburgh para escolher 244 atletas oriundos do futebol americano universitário. O calendário divide as escolhas em três dias e concentra expectativas sobre quem poderá reforçar elencos enfraquecidos. A cobertura ao vivo inclui transmissões gratuitas e abertas para a primeira rodada, com opções em canais esportivos para os demais dias.
O formato é simples na teoria: sete rodadas e, em tese, 32 escolhas por rodada — uma para cada franquia. Na prática, o primeiro dia é reservado à 1ª rodada; o segundo reúne as 2ª e 3ª; o terceiro concentra as rodadas de 4ª a 7ª. Ao longo desses três dias, diretoria e olheiros tentam equilibrar necessidades imediatas e projetos de longo prazo, enquanto torcedores observam onde caem os grandes nomes do College Football.
A ordem das escolhas segue a lógica de equilíbrio competitivo: os piores times da temporada anterior escolhem primeiro, e o campeão do Super Bowl fecha a primeira rodada. Em 2026, a primeira escolha pertence ao Las Vegas Raiders — consequência de uma campanha de 3 vitórias e 14 derrotas —, seguido por New York Jets e Arizona Cardinals. Normalmente, quarterbacks e recebedores aparecem cedo, mas a profundidade do draft costuma premiar equipes que acham bons nomes em rodadas posteriores.
Uma particularidade relevante são as escolhas compensatórias: equipes que perdem jogadores importantes na free agency podem receber picks adicionais no fim das rodadas 3 a 7 no ano seguinte. O número e a posição dessas escolhas dependem do tamanho dos contratos, da posição do jogador e do desempenho dele na temporada; nenhum clube pode obter mais do que quatro compensatórias por edição. A compensação é anulada se a franquia for buscar no mercado um atleta de valor equivalente, e regras específicas excluem dispensados e jogadores que não assinaram antes do Draft. Exemplo frequentemente citado em material de arquivo mostra Tom Brady como escolha compensatória de draft em 1999.