Edinson Cavani, 39, verá a próxima Copa do Mundo pela televisão. Ídolo de Napoli e Paris Saint-Germain e figura central da seleção uruguaia por mais de uma década, o atacante vive um momento marcado por dores lombares e lesões musculares que limitaram severamente sua participação no Boca Juniors ao longo de 2024.
O atacante não entrou em nenhuma partida da campanha do Boca pela Conmebol Libertadores e sequer foi relacionado para os jogos do torneio. Em todo o ano, soma apenas duas partidas pelo clube argentino, sem gols ou assistências. A expectativa de figurar no banco contra a Universidad Católica esbarrou em nova dor na lombar durante treinamento, pouco antes da eliminação do time, no fim de maio.
No plano internacional, o cenário também é emblemático: Cavani não atua pela seleção desde a vitória sobre Gana, na última rodada do Mundial do Catar, em 2022. Aos que acompanham sua trajetória, cabe o registro: foram quatro Copas (2010, 2014, 2018 e 2022), 17 jogos em Mundiais, cinco gols e duas assistências; no total da Celeste, 136 partidas e 58 gols, além do título da Copa América de 2011. Em 2024, o atacante anunciou sua aposentadoria da seleção uruguaia.
O desfecho imediato é prático: com contrato que termina no fim do ano e ritmo de jogo praticamente inexistente, a sequência de lesões complica qualquer projeto de renovação e empurra Cavani para um encerramento de carreira sem a presença esperada nos gramados e nos grandes palcos. Para o Boca, resta decidir se aposta na recuperação do veterano ou fecha um ciclo marcado pela inevitável queda de produção física.