Dudu voltou ao Nubank Parque neste domingo, pela 20ª rodada do Brasileirão, e teve um reencontro marcado pela emoção. No aquecimento antes da partida, o atacante sorriu ao entrar em campo, foi visto pelo banco de reservas enquanto torcedores palmeirenses gritavam seu nome e, já na beira do gramado, abraçou os mascotes Gobatto e Periquito.

O gesto ganhou carga simbólica pelo contexto. Ídolo formado em uma década no clube, Dudu encerrou seu ciclo no Palmeiras em dezembro de 2024 após 10 anos, 12 títulos, 462 partidas, 88 gols e 102 assistências. A saída teve tom turbulento: uma grave lesão no joelho direito reduziu seu espaço em campo, e uma negociação com o Cruzeiro no meio de 2024 chegou a ser divulgada antes de não prosperar na época.

A relação com a diretoria ficou desgastada e o atacante assinou a rescisão em 12 de dezembro de 2024. Depois de uma passagem pelo Cruzeiro, Dudu acertou transferência para o Atlético-MG em maio de 2025. Na reta final de sua passagem pelo Palmeiras, a participação foi limitada — a partir de junho disputou 19 jogos, mas só foi titular em quatro deles.

No estádio que o consagrou, o abraço nos mascotes e os cânticos dos torcedores funcionaram como uma imagem de fechamento de ciclo: um reconhecimento público que convive com os episódios de desgaste e mudança de clube. Sem entrar em campo como titular, o momento ficou mais ligado à memória do ídolo do que ao desfecho esportivo do confronto.