Poucos goleiros no futebol mundial reúnem o mesmo repertório técnico com os pés que Ederson. O brasileiro, hoje no Fenerbahçe, ganhou espaço midiático ao entrar para o Guinness Book por uma reposição que percorreu 75 metros — episódio que resume sua capacidade de transformar defesa em ataque com um único toque.

A trajetória do jogador tem reviravoltas: originalmente escalado como lateral-esquerdo por ser canhoto, acabou testado no gol por dificuldades na marcação e, mesmo depois de ser dispensado das categorias de base do São Paulo, reconstruiu a carreira no Benfica e explodiu no Manchester City. No clube inglês, colecionou títulos importantes e ajudou a redefinir o papel do goleiro moderno.

Fora de campo, Ederson mantém hábitos pouco ortodoxos: a superstição com cuecas pretas da mesma marca já foi usada como curiosidade por ele próprio. E, entre confidências e planos, o goleiro chegou a declarar interesse em boxe para o pós-carreira — um detalhe que aumenta sua figura pública como personagem além das quatro linhas.

Para a seleção brasileira, a combinação de segurança sob as traves e capacidade de distribuição é mérito que pesa. Reposições longas e precisas funcionam como arma tática, aceleram transições e oferecem repertório extra ao treinador. Resta aos torcedores e à comissão técnica torcer para que a boa fase e a regularidade acompanhem o talento que o colocou no livro dos recordes.