Edílson Silva Ferreira, 55 anos, reabriu o repertório de polêmicas e acertos em entrevista ao Abre Aspas. O ex-atacante — conhecido como Capetinha e campeão com a seleção em 2002 — voltou a falar de conflitos que marcaram sua trajetória e do episódio que o levou à expulsão do Big Brother Brasil, além de traçar um panorama da vida fora dos gramados.

Sobre o confinamento, Edílson reconhece o erro que resultou na sua saída do programa, diz ter pedido desculpas à equipe, ao colega Leandro e ao público, e avalia que poderia ter sido o vencedor. Para ele, a experiência trouxe aprendizado e independência, abrindo espaço para projetos pessoais e maior controle sobre a imagem pública que construiu ao longo dos anos.

Na parte econômica, o ex-jogador relata perdas importantes: investimentos feitos em negócios como o chamado Boi Gordo não se concretizaram e deixaram dívidas e créditos pendentes. A experiência serviu de alerta para a necessidade de gestão financeira profissional; hoje, ele presta assessoria a atletas e tenta evitar que jovens jogadores repitam os mesmos erros.

Edílson não esconde a personalidade forte que lhe rendeu atritos com nomes como Vanderlei Luxemburgo, Edmundo, Rincón e Petkovic, e relata episódios graves — entre eles, tiros em concentração do Vitória e desentendimentos com técnicos como Evaristo de Macedo. Atualmente, mantém projetos de entretenimento, como o espetáculo de stand-up "Melhor Resenha do Mundo", afirma não consumir álcool e busca transformar o legado em oportunidade de trabalho e orientação para a nova geração.