A véspera do confronto entre Argentina e Egito, nesta terça-feira em Atlanta, trouxe do técnico Hossam Hassan uma mistura de orgulho e ambição desarmada. Ele ressaltou a importância de respeitar a estrela rival — Lionel Messi —, mas deixou claro que a seleção egípcia não pretende recuar: a orientação é manter uma postura ofensiva e impor a própria identidade, independentemente do adversário.
Hassan lembrou que trabalhou por tempo suficiente com o grupo para consolidar um estilo e citou preparos desafiadores contra seleções de alto nível como Brasil, Espanha e Bélgica. Segundo o treinador, a bateria de testes reforça a convicção de que é possível chegar à área adversária e tentar surpreender, numa estratégia que busca dar alegria ao público egípcio e aos países africanos.
No retrospecto da equipe, há motivos para confiança: a campanha inclui a primeira vitória em Copas, sobre a Nova Zelândia, e a classificação diante da Austrália nos pênaltis. Ainda assim, Hassan não ignora a realidade do duelo: a Argentina é favorita — aparece no segundo lugar do ranking da Fifa — e o caminho segue complicado. Quem vencer enfrentará o classificado de Suíça e Colômbia nas quartas.
Ainda foi lembrado o desafio logístico e físico: o período curto de recuperação exigiu esforço do departamento médico e ajustes na preparação. O treinador afirma não prometer resultados, mas garante entrega máxima da equipe. A mensagem final foi de ambição sem limites, com a aposta em transformar determinação em rendimento dentro de campo.