O Egito confirmou nas penalidades a vaga histórica nas oitavas da Copa do Mundo de 2026, em partida decidida em Dallas. Em um duelo tenso e marcado por disputas físicas, os Faraós resistiram ao empate e tiveram a frieza necessária nas cobranças para seguir adiante — um resultado que ganha peso também pela possibilidade de ser a última participação de Mo Salah em Mundiais.

O placar saiu cedo, em lance de bola parada: Karim Hafez cobrou a falta, houve rebote e Eman Ashour testou de cabeça para abrir o marcador. A reação australiana veio também em cobrança pelo lado, quando Hany acabou marcando contra ao tentar cortar um cruzamento lateral. A partida seguiu equilibrada, com o Egito mais produtivo quando conseguia controlar o jogo no campo ofensivo.

A partida expôs limitações defensivas e problemas de formação dos Socceroos. Sem Italiano e Leckie, Tony Popovic repetiu a escalação do jogo anterior, mas Jordan Bos deixou o campo lesionado no intervalo e Kai Trewin foi improvisado na ala. Do lado egípcio também houve ajustes: Ahmed Fatouh e Lasheen estavam ausentes, Hamdy Fathy foi deslocado do setor defensivo para o meio e Ramy Rabia formou a dupla de zaga com Ibrahim.

Após 120 minutos sem definição, as cobranças decidiram. O Egito mostrou calma e precisão na série, enquanto Mo Salah teve a confiança para executar uma cavadinha e converter sua cobrança decisiva. A vitória nas penalidades coroou um jogo de paciência egípcia e eficiência nos momentos-chave.

Além do alívio histórico para os Faraós, o jogo deixa lições claras: o Egito ganhou no aproveitamento de bolas paradas e na organização ofensiva; a Austrália, apesar de insistir na aposta aérea e nos laterais, viu expostas fragilidades na ala direita e a necessidade de revisar alternativas táticas para as fases seguintes.