O ex-volante Émerson Leal, revelado nas categorias de base do Grêmio, morreu aos 46 anos em Esteio. O jogador, que ganhou destaque no início dos anos 2000, estava internado no Hospital São Camilo após sofrer um infarto durante uma partida recreativa; relatos de amigos indicam que ele já havia sentido dores no peito dias antes.

Formado no clube a partir de 1999 e integrado ao elenco profissional em 2001, Émerson conquistou a Copa do Brasil e o Campeonato Gaúcho naquele ano sob o comando de Tite. Pelo Tricolor, disputou 113 partidas e marcou cinco gols; integrou também as campanhas que levaram o clube às semifinais da Libertadores e do Brasileiro em 2002.

Sua trajetória teve altos e baixos: participou das campanhas de 2003 e 2004, ano do rebaixamento, e foi emprestado ao Sport na mesma época. Exames no fim de 2004 detectaram alterações cardíacas que o afastaram até 2007, quando voltou aos gramados pelo Juventude. Posteriormente atuou ainda por Madureira, América de Natal, Novo Hamburgo, Ulbra Canoas e Aimoré.

O Grêmio divulgou nota de pesar e disse se solidarizar com familiares e amigos. O caso de Émerson reabre, no futebol, a discussão sobre acompanhamento médico a atletas — sobretudo ex-profissionais que voltam a praticar atividades recreativas — sem, contudo, permitir conclusões além dos fatos conhecidos até o momento.