Endrick quase viveu uma estreia de cinema na Copa: entrou aos 18 minutos do segundo tempo e chegou a abrir o placar após receber passe em profundidade de Rayan, mas o gol foi anulado por impedimento mínimo. O jovem saiu para celebrar, mas a bandeirinha interrompeu o que poderia ter sido o momento da noite.
Mesmo sem o registro oficial no placar, o camisa 19 deixou sinal de mobilidade. Ele iniciou a jogada que resultou em chute cara a cara de Douglas Santos com o goleiro Plácide e chegou a segurar dois defensores para acionar Rayan, bagunçando a defesa haitiana. Teve ainda uma chance na pequena área a partir de cruzamento de Éderson Silva, mas falhou na posse.
A partida em Filadélfia manteve o debate que lhe cercou na semana — Endrick não saiu do banco contra Marrocos e foi assunto após a partida em Nova Jersey. O técnico Carlo Ancelotti preferiu falar do coletivo, mas a opção de preservá-lo alimentou a expectativa. Na prática, o garoto teve atuação mais tímida do que o lance anulado poderia sugerir, esbarrando em disputas físicas, como a perda para Delcroix no fim.
Para a Seleção, a vitória veio com sinais de ajuste a fazer: criação sem contundência na finalização e precisão nas decisões ofensivas. Para Endrick, a experiência revela avanços e ainda limitações físicas e de posicionamento que precisam ser trabalhadas. No plano estatístico, a seleção brasileira seguiu fazendo história: o time ultrapassou a Alemanha em número total de gols em Copas.