Endrick recebeu e aproveitou a chance: entrou no segundo tempo e, sete minutos depois, finalizou de esquerda após cruzamento de Raphinha para selar o 2 a 1 sobre o Egito, no último amistoso antes da Copa. A atuação rendeu o posto de melhor em campo e trouxe alento ao ataque brasileiro.
Após o jogo, o jovem atacante evitou transformar o momento em promessa de titularidade e preferiu exaltar o trabalho coletivo, citando o esforço de companheiros como Neymar. A estratégia foi clara: não garantir vaga, mas usar a entrada e o gol para pressionar por minutos na competição.
O tento tem significado extra. Endrick voltou a balançar as redes pela Seleção após dois anos e pôs fim a uma sequência de 11 jogos sem marcar. O período recente incluiu uma lesão que o afastou por cerca de cinco meses no fim de 2024/25 e a busca por continuidade no Lyon, após perder espaço no Real Madrid. Ele também dedicou a alegria à família e falou em sentimento de bênção.
Do lado técnico, Ancelotti afirmou ter 'ideia clara' do time titular, mas voltou a reforçar a importância do grupo. A entrada decisiva de Endrick amplia as opções do treinador e, ao mesmo tempo, aumenta a pressão sobre nomes mais estabelecidos: a disputa por posição vira questão de forma, condição física e risco tático para a estreia.
A Seleção agora vira a cabeça para a Copa: estreia contra o Marrocos no próximo sábado, às 19h (de Brasília), e terá ainda Haiti e Escócia no grupo. Para Endrick, o gol é um impulso concreto na reta final, mas a definição da vaga direta continua nas mãos do técnico — e no equilíbrio entre confiança e estratégia.