Endrick reapareceu em grande estilo na Champions League e acabou eleito melhor em campo pela Uefa na virada do Real Madrid sobre a Roma, por 4 a 3. O atacante entrou no segundo tempo com o time merengue em desvantagem e foi peça-chave na recuperação histórica: marcou de cabeça e teve participação direta em outro gol.
A presença do jovem atacante pela ponta direita incomodou a defesa italiana desde a entrada. Apesar de 1,73 m, Endrick virou referência no jogo aéreo: obrigou o goleiro a grande defesa em um cabeceio e, no lance seguinte, voltou a subir para balançar as redes. Arda Güler foi responsável por cruzamentos decisivos que antecederam a virada, e Rüdiger completou cobrança de escanteio que fechou o placar.
O desempenho ganha peso diante do contexto: até então Endrick somava apenas quatro minutos em jogos oficiais na temporada pelo Real. A atuação, somada ao prêmio da Uefa, tende a valorizar o jogador e reaquecer o interesse da Roma, que, segundo a imprensa europeia, estuda propor um empréstimo em janeiro. Após a partida, o atacante deixou o futuro em aberto, afirmando que confia em sua fé para os próximos passos e que, enquanto estiver no clube, dará sua contribuição pelo Real.
Do ponto de vista esportivo e de mercado, a partida cria um dilema para o Real: transformar a boa atuação em mais minutos e integração ao elenco titular ou aceitar uma oferta que ofereça ritmo de jogo e experiência a Endrick. Para o jogador, a exibição em Roma reforça o argumento por mais oportunidades; para potenciais interessados, é sinal de que o português já entrega impacto imediato em jogos de alto nível.