Aos 13 minutos do segundo tempo das oitavas de final contra a Noruega, Endrick teve a chance que poderia ter aberto o placar e mudado o rumo do jogo. Após roubada de bola por Casemiro e passe primoroso de Vinícius, o jovem saiu na cara do gol, finalizou com a parte de fora do pé esquerdo e mandou para fora. As imagens do lance mostram não só o desespero do camisa 9 caído no gramado, mas também as reações de Carlo Ancelotti, do técnico adversário e de colegas que acompanhavam o jogo.

O erro de Endrick — somado ao pênalti perdido por Bruno Guimarães — acabou entre os momentos decisivos da derrota por 2 a 1 que resultou na eliminação precoce do Brasil. Foi a pior campanha brasileira em Copas desde 1990. Enquanto alguns jogadores lamentavam o lance aquecendo à beira do campo, as transmissões privilegiadas captaram a inquietação no banco e a expressão de incredulidade de quem esperava que o gol surgisse exatamente naquele momento.

Além do peso esportivo do resultado, o episódio tem efeito político dentro do ambiente da seleção: amplia a cobrança sobre escolhas de elenco e sobre o preparo ofensivo sob o comando de Ancelotti. O torneio terminou mais cedo e deixa um conjunto de perguntas sobre composição tática, resolução nas decisões e aproveitamento das oportunidades. A seleção só volta a campo na data Fifa de setembro, com dois amistosos contra a Austrália.

Endrick, desejado pela torcida e já integrado ao time, sai do jogo com a frustração inevitável de um jovem em um palco de alta pressão. As imagens mostram que a derrota teve rostos e reações — e que, para a comissão técnica, há pouco tempo até setembro para transformar promessa em resultado concreto.