Quando o árbitro assinalou o segundo pênalti a favor do Brasil, no segundo tempo do amistoso contra a Austrália, Endrick pegou a bola e foi até a marca da cal — sem, no entanto, ser o cobrador. A atitude antecedeu a cobrança batida por Vini Jr, que fechou o placar em 4 a 2.
O jovem atacante explicou que costuma tomar essa iniciativa para proteger o batedor e reduzir a pressão adversária. Segundo ele, a ação é mais um gesto de companheirismo do que sinal de pretensão para assumir as batidas: “Se não vai na qualidade, vai na força”, resumiu, ao avaliar sua postura em campo.
A escolha de Vini Jr para a cobrança esteve alinhada com a orientação do técnico Carlo Ancelotti, diferente do episódio das oitavas da última Copa, quando Bruno Guimarães apareceu como batedor. Na primeira etapa, o Brasil já havia tido outro pênalti, convertido por Raphinha — que foi substituído no intervalo.
Mais do que o lance em si, a cena funciona como indicador do perfil de Endrick: jogador jovem, competitivo e disposto a ações coletivas que facilitem colegas. A Seleção volta a campo no sábado, às 11h (de Brasília), em amistoso contra a Índia, em Calcutá — partidas em que essa postura pode pesar na avaliação do atacante pelo técnico.