A estrela de Endrick brilhou na vitória do Brasil sobre a Croácia, nesta terça-feira em Orlando. O atacante de 19 anos entrou no segundo tempo e participou diretamente dos dois últimos gols, numa atuação que mudou o tom do amistoso e acendeu discussão sobre sua presença na lista para a Copa do Mundo.

Antes da partida, o jovem admitiu ter sentido medo e um 'senso de urgência' — pressão que, segundo ele, foi retirada por uma mensagem da esposa. A declaração mostra a dimensão humana por trás da estreia de impacto: o átimo entre ansiedade e entrega que todo atleta jovem enfrenta ao disputar espaço num elenco tão exigente.

Eu estava com um senso de urgência, achando que precisava ir bem, até que a mensagem da minha esposa me acalmou.

Em campo, Endrick foi derrubado por Sutalo dentro da área, lance que resultou no pênalti convertido por Igor Thiago. Pouco depois, deu passe para Gabriel Martinelli, que finalizou com chute diagonal e rasteiro para fechar a participação do camisa 19 nos contra-ataques que definiram o marcador.

Ao final, o atacante chorou no gramado do Camping World Stadium — cena que traduz a pressão e a responsabilidade que ele vive nos bastidores. Em público, reafirmou que vive 'dia após dia' e entrega a trajetória nas mãos da fé, ressaltando a determinação de convencer comissão técnica e torcedores minuto a minuto.

No plano técnico e político do futebol, a atuação tem efeito imediato: além de reforçar o elenco ofensivo, Endrick força uma reflexão sobre prioridades e opções do treinador para a Copa. A performance coloca uma 'pulga atrás da orelha' na seleção e amplia o debate sobre quem merece vaga, elevando a pressão sobre a comissão técnica.

Perdi o medo e estou focado em trabalhar dia após dia para conquistar meu lugar na Copa.