Um dos momentos mais simbólicos da coletiva da seleção argentina ocorreu antes mesmo da primeira pergunta: o veterano Enrique Macaya Márquez, recordista de coberturas em Copas do Mundo, foi aplaudido pelos colegas e abriu a entrevista com a questão sobre Lionel Messi. A intervenção do jornalista antecipou uma informação inusitada para uma coletiva padrão.
Com tom pessoal e de reconhecimento, o técnico Lionel Scaloni elogiou a trajetória de Macaya e explicou que responderia à pergunta apenas por respeito ao jornalista. Em seguida, confirmou que Messi não será titular no início da partida, decisão que o treinador tratou como exceção ao protocolo usual de divulgação de escalação.
A cena teve desfecho afetuoso: ao fim da entrevista, Scaloni abraçou Macaya, gesto que destacou o peso histórico do profissional. Macaya tem uma trajetória ligada à história das Copas — começou a cobrir o torneio em 1958, presenciou o surgimento de Pelé, acompanhou o título argentino de 1978 e a era Maradona em 1986 — e esteve presente na cobertura do tri recente de 2022.
A presença do jornalista e a deferência pública do treinador reforçam a dimensão simbólica do encontro entre gerações do futebol. Além do valor emocional, o anúncio sobre a posição inicial de Messi tem impacto prático na leitura tática do jogo e na atenção da torcida, transformando uma coletiva rotineira em momento de destaque.