O Equador entrou na Copa do Mundo com expectativas e, após duas rodadas, vê-se em situação complicada. No empate sem gols com Curaçao, a seleção finalizou quase 30 vezes, mas não converteu nenhuma oportunidade em gol. O resultado deixa a equipe com a obrigação de vencer a Alemanha na última rodada para manter chances reais de classificação.
O grande protagonista foi o goleiro Eloy Room. Aos 37 anos e jogador do Miami FC, ele foi responsável por 15 defesas — número recorde em uma partida de Copa do Mundo — e já somava seis intervenções antes dos 50 minutos. A atuação do arqueiro ocultou a deficiência equatoriana na hora de concluir com qualidade dentro da área.
Sebastián Beccacece promoveu alterações no time, mas a pressão por gols deixou o time ansioso. Enner Valência teve a primeira chance logo aos dois minutos e parou em Room. A equipe passou a cometer muitos passes precipitados pelo centro, o que gerou contra-ataques perigosos de Curaçao. A seleção caribenha, por sua vez, não se limitou a se defender e ofereceu réplicas agressivas que chegaram a incomodar — Pacho teve intervenções importantes.
Mais do que nomes, o problema do Equador é tático e de eficiência: há talento nas combinações de Yeboah, Pedro Vite e Plata, mas faltou precisão final. Sem ajustar a objetividade ofensiva e a organização nas transições, a campanha de Beccacece corre risco real de estagnação. O duelo contra a Alemanha será decisivo e não admite perdas de oportunidade.