Espanha e Arábia Saudita voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo neste domingo, em Atlanta, 20 anos depois do confronto na Alemanha. Nos treinos, Lamine Yamal chamou a atenção ao marcar um golaço de falta e se tornou assunto entre jornalistas e torcedores.
A única vez em que as seleções se cruzaram em Mundiais foi em 2006, quando a Arábia Saudita era dirigida pelo técnico brasileiro Marcos Paquetá. Naquele grupo, os sauditas estrearam empatando com a Tunísia (2 a 2), sofreram goleada da Ucrânia (4 a 0) e chegaram ao duelo com a Espanha com remotas chances de classificação.
A Espanha venceu por 1 a 0, gol do zagueiro Juanito, resultado que eliminou a Arábia Saudita e garantiu o primeiro lugar do grupo para a Fúria, que mais tarde cairia nas oitavas para a França (3 a 1). Paquetá, hoje com 67 anos, teve carreira larga no futebol árabe, uma passagem curta pelo Botafogo em 2018 (cinco jogos) e treinou a seleção da Líbia entre 2010 e 2012; atualmente dirige o USM Alger, da Argélia.
O reencontro em Atlanta tem carga narrativa: revive um capítulo com sotaque brasileiro e coloca frente a frente uma Espanha que demonstra talento jovem nos treinos e uma Arábia Saudita que tenta projetar outra imagem no torneio. Para a cobertura e para os torcedores, o episódio de 2006 funciona como referência histórica — mas o resultado desta vez dependerá de um elenco e de contextos completamente diferentes.