A Espanha chega às quartas de final com o rótulo de favorita, mas o técnico Luis de la Fuente tratou de relativizar a etiqueta na véspera do duelo com a Bélgica, marcado para sexta-feira em Los Angeles. Depois de eliminar Áustria e Portugal com vitórias no mata-mata, a seleção espanhola entra em campo com confiança, mas o treinador insiste que o adjetivo não garante resultados em partidas de eliminação direta.
De la Fuente disse que reconhece o valor do seu time, mas prefere concentrar-se no que pode controlar: organização, equilíbrio e leitura tática. Para ele, partidas de mata-mata têm margem para surpresas e a etiqueta de favorito não altera o preparo. A postura busca blindar a equipe contra pressão externa e preservar a autonomia técnica na escolha do time.
No centro da atenção está Lamine Yamal, a jovem promessa do Barcelona que ainda não exibiu todo o seu potencial ofensivo no torneio. O treinador tem trabalhado para reduzir a ansiedade do atacante, valorizando a contribuição defensiva que já mostrou — sobretudo no confronto com Portugal — e esperando que agora apareça também a faceta criativa que justificou a aposta.
A Bélgica representa um teste duro: é adversária fisicamente consistente e capaz de explorar erros em jogos de alta tensão. Além do resultado imediato, o clássico tem impacto direto na narrativa do torneio — o vencedor encara a França na semifinal em Dallas — e medirá até que ponto a Espanha consegue transformar favoritismo em consistência competitiva.