A Espanha entra em campo nesta terça-feira, às 16h (de Brasília), em Dallas, para enfrentar a França pela vaga na final da Copa do Mundo 2026 — e com um objetivo extra: ampliar uma sequência de 37 partidas oficiais sem derrota. A série, iniciada em 15 de junho de 2023, já rendeu à equipe de Luis de la Fuente títulos relevantes, como a Liga das Nações de 2023 e a Eurocopa de 2024.

Segundo o levantamento divulgado pela Federação Espanhola (RFEF), os 37 jogos fazem desta a maior série invicta da história entre seleções no critério adotado pela entidade. A marca reabre uma discussão sobre parâmetros e comparações: campanhas longas de outras potências frequentemente variam conforme inclusão de amistosos e torneios, mas a sequência espanhola é incontestável em termos de resultado e contexto competitivo.

No plano esportivo, o confronto contra a França junta pressão e oportunidade. Além de disputar o direito de ir à final do Mundial pela segunda vez na história, a seleção espanhola pode consolidar um ciclo de sucesso que tem mostrado consistência tática e renovação de talentos. Para os franceses, cabe a missão de pôr fim à série e reivindicar o passe à decisão em um duelo de alto risco.

Para o comando técnico e para a imagem da seleção, o resultado tem peso político e simbólico: a manutenção do invicto reforçaria a narrativa de projeto vitorioso e continuidade; a derrota, por outro lado, interromperia uma marcha que já serve de referência e abriria questionamentos sobre rotina, escolhas e capacidade de reagir em partidas decisivas. O jogo em Dallas tende a definir não só um finalista, mas também o tamanho do legado desta geração espanhola.