A Espanha volta a encarar a Bélgica nesta sexta-feira, às 16h (horário de Brasília), com a obrigação de transformar favoritismo em resultado. Depois da vitória convincente nas oitavas sobre Portugal, a seleção chega mais confiante — mas carrega a lembrança de 1986, quando uma disputa por pênaltis com a Bélgica custou a vaga na semifinal.
O duelo do México em 1986 terminou 1 a 1 no tempo regulamentar, com gols de Jan Ceulemans e Juan Señor, e acabou decidido nas penalidades, quando a Bélgica venceu por 5 a 4. Naquele torneio, o goleiro belga Jean‑Marie Pfaff se destacou; hoje a meta belga é defendida por Thibaut Courtois, também recordado por atuações decisivas em jogos de mata‑mata.
A fama de "maldição das quartas" acompanha a Espanha porque, fora o título de 2010 — a única vitória espanhola em quartas em Copas, contra o Paraguai — a seleção foi eliminada em outras edições: 1934 (Itália), 1986 (Bélgica), 1994 (Itália) e 2002 (Coreia do Sul), com episódios que alimentaram a narrativa de dificuldades nos mata‑matas.
Além do peso histórico, há números e psicologia em jogo: a Espanha tem vantagem no confronto direto, mas partidas decisivas costumam abrir margem para surpresas, sobretudo quando o duelo envolve goleiros de alto nível e a sombra das penalidades. Superar a Bélgica seria tanto alívio simbólico quanto passo prático rumo a uma campanha com ambição real de título.