A vitória da Espanha por 2 a 0 sobre a França na semifinal garantiu à seleção sua segunda final em Copas do Mundo. A primeira vez, em 2010, terminou com o título conquistado sobre a Holanda — lembrado pelo gol de Andrés Iniesta na prorrogação — e agora a equipe reencontra o roteiro que levou ao troféu.
Torcedores e comentaristas apontam pelo menos cinco coincidências entre as campanhas. A abertura do Mundial teve, como em 2010, o jogo entre África do Sul e México, realizado no dia 11 de junho; Shakira voltou a ser presença musical nas cerimônias, com as canções que marcaram cada edição (Waka Waka em 2010 e Dai Dai em 2026); e a Espanha novamente caiu no grupo H, classificando‑se em primeiro lugar.
O início do torneio também trouxe paralelos de nervosismo: em 2010 a equipe, então favorita, perdeu na estreia para a Suíça por 1 a 0; em 2026 sofreu um tropeço ao empatar sem gols com a estreante Cabo Verde. No mata‑mata, outro eco histórico: Portugal foi adversário nas oitavas em ambas as Copas, e a Espanha avançou pelo placar de 1 a 0 nas duas ocasiões — com David Villa decisivo em 2010 e Mikel Merino protagonizando as definições em 2026 (contra Portugal e Bélgica).
O conjunto dessas repetições reforça a narrativa de continuidade: chegam como atuais campeões europeus (em 2008 e também em 2024) e com uma história recente que combina tradição e imprevistos. As semelhanças alimentam expectativa, mas lembram que tropeços iniciais podem coexistir com campanhas de sucesso — e que a final servirá para transformar coincidências em destino ou em mais um capítulo curioso na memória do torneio.