A Espanha confirmou a primeira vaga na final da Copa do Mundo realizada por Estados Unidos, Canadá e México ao derrotar a França por 2 a 0. Além do apuro esportivo, a classificação tem impacto financeiro imediato: a seleção espanhola receberá, no mínimo, 33 milhões de dólares — cerca de R$ 144 milhões na cotação atual — pela colocação de vice-campeã.

O torneio bateu recorde de premiação: a Fifa distribuirá 727 milhões de dólares, aproximadamente R$ 3,7 bilhões, um aumento de 50% em relação ao que foi pago em 2022 no Catar. Apenas pela presença no evento, cada equipe recebeu cerca de R$ 53,7 milhões, dos quais R$ 7,6 milhões destinam-se a cobrir custos de preparação. Se a Espanha conquistar o título, a cifra total entregue ao elenco pode alcançar perto de R$ 255 milhões.

O salto nos valores realça a dimensão econômica crescente do futebol mundial e reforça a importância das receitas para federações, staff e também para o planejamento de clubes e seleções. O aumento expressivo da Fifa abre debates sobre distribuição dos recursos e sobre a transparência no uso dos montantes pelos entes envolvidos, tema que tende a ganhar atenção conforme avançam as negociações internas em cada país.

Como parâmetro, a campeã de 2022, a Argentina, recebeu 42 milhões de dólares, e a França, em 2018, recebeu 38 milhões. Na edição anterior, o Brasil, que ficou em 11º lugar, teve direito a 15 milhões de dólares (cerca de R$ 77 milhões). Após a semifinal, o técnico espanhol Luis de la Fuente valorizou a atuação coletiva do grupo, que além da vaga na final garante também um fôlego financeiro relevante.