A Espanha empatou em 1 a 1 com o Iraque na quinta-feira, no estádio Riazor, em La Coruña, em partida que funcionou mais como um ensaio do que como teste definitivo. O resultado frustra a expectativa de brilho, mas o técnico Luis de la Fuente relativizou o placar ao lembrar que o elenco teve ausências de peso e que o foco passou por ajustar cargas físicas e rodar peças.
O gol espanhol saiu cedo, aos 15 minutos, com Ferran Torres concluindo um ataque rápido iniciado por Borja; o Iraque igualou aos 26 com Doski, que surpreendeu o goleiro Joan García. A seleção ainda acertou o travessão em chance de Ferran. No segundo tempo o ritmo caiu, em parte pelas muitas substituições promovidas por ambas as equipes.
De la Fuente ressaltou a profundidade do grupo e a possibilidade de formar duas equipes competitivas, alternativa que explica a presença limitada de nomes como Lamine Yamal, Nico Williams, Zubimendi, Fabián Ruiz, Cucurella, Rodri, Pedri, Víctor Muñoz e Oyarzabal. A lógica foi preservar titulares e testar alternativas a 11 dias da estreia na Copa, marcada para 15 de novembro contra Cabo Verde, em Atlanta.
Do ponto de vista prático, o amistoso serviu para dar ritmo aos reservas e checar condicionamento, mas também deixou pistas: a seleção, apontada entre as favoritas, ainda precisa de entrosamento coletivo com o grupo completo. Com pouco tempo até o início do torneio, sobra trabalho para ajustar sistema e reposicionar peças-chave sem perder a confiança vista nas campanhas recentes.