A Espanha confirmou seu lugar entre as quatro melhores da Copa do Mundo 2026 ao vencer a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final e agora encara a França, na terça-feira, às 16h (de Brasília), em Dallas. O resultado devolve à seleção a expectativa de disputar uma semifinal pela segunda vez no formato moderno do torneio — um patamar que o país atingiu apenas em 2010.
O lembrado torneio de 2010, na África do Sul, foi a única ocasião em que a Espanha chegou tão longe e converteu a vaga em título. Naquela campanha, a seleção derrotou o Paraguai por 1 a 0 nas quartas, com gol de David Villa aos 83 minutos, e superou a Alemanha na semifinal com um tento de Puyol. Antes disso, a melhor colocação havia sido o quarto lugar em 1950, num sistema de quadrangular final que não previa semifinais no formato atual.
Historicamente, as campanhas mais longevas da Espanha em Copas, no modelo mata-mata, haviam parado nas quartas em 1934, 1986, 1994 e 2002. Depois do brilho de 2010, a seleção passou por campanhas irregulares: queda na fase de grupos em 2014 e eliminações nas oitavas em 2018 e 2022. A classificação sobre a Bélgica, portanto, tem valor simbólico e prático: é uma chance de mostrar que houve renovação competitiva e coerência tática em torneios decisivos.
A semifinal contra a França será um teste mais amplo — de músculo, experiência e controle emocional. Para a Espanha, a vitória devolveria autoridade e combustível político ao projeto da seleção; uma derrota, por outro lado, tenderia a reacender dúvidas sobre regularidade em fases finais. Mais do que a memória do título, pesa agora a necessidade de transformar este avanço em resposta concreta ao histórico recente de oscilações.