A Espanha chega à final da Copa do Mundo contra a Argentina, em Nova Jersey, neste domingo, carregando um dado revelador: seis dos 26 jogadores convocados por Luis de la Fuente ainda não foram utilizados. Em sete partidas disputadas até aqui, o técnico contabilizou apenas 20 atletas em campo, mantendo uma base bastante fechada ao longo do torneio.

Entre os que seguem sem minutos estão os goleiros David Raya e Joan García — reféns da titularidade de Unai Simón —, os defensores Álex Grimaldo e Eric García, o volante Martín Zubimendi e o atacante Víctor Muñoz, que se recuperou de lesão durante o Mundial. O grupo já figurava nessa condição nas primeiras fases, com jogos diante de Cabo Verde, Arábia Saudita, Uruguai, Áustria e Portugal, e a situação se manteve nas partidas seguintes contra Bélgica (quartas) e França (semifinal).

Do outro lado da balança, sete jogadores foram utilizados em todas as partidas: o goleiro Unai Simón; os defensores Aymeric Laporte, Pau Cubarsí e Marc Cucurella; os meio-campistas Rodri e Pedri; e o atacante Mikel Oyarzabal, artilheiro do time com cinco gols. A repetição do mesmo núcleo evidencia a confiança do treinador numa estrutura tática definida e numa rotação limitada.

A estratégia tem vantagens claras — coesão, entrosamento e menor risco de erro coletivo —, mas também limita alternativas prontas caso lesões ou surpresas táticas ocorram na final. Frente à Argentina, a interlocução entre titulares e reserva não testados pode pesar na hora das mudanças. A decisão de De la Fuente revela uma opção consciente pela estabilidade; resta saber se ela será suficiente diante do desafio de Nova Jersey.