A Espanha pôs fim a 16 anos de espera e voltou ao topo do futebol ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, em Nova Jersey. O gol decisivo saiu de Ferran Torres, que entrou do banco e resolveu a final para a Fúria, agora bicampeã mundial. O resultado confirma a recuperação da seleção espanhola como força global.

O título tem rosto jovem: média de idade de 26,2 anos e nomes como Gavi, Pedri e Nico Williams apontam sequência. Lamine Yamal, 19 anos, tornou‑se o mais jovem campeão desde Ronaldo em 1994, enquanto Ferran, 26, reforça o papel de quem decide vindo do banco — trajetória iniciada no Valência e com passagem pelo Manchester City antes do Barcelona. A Espanha ainda superou a marca de 38 jogos sem derrota, série iniciada no empate por 3 a 3 com o Brasil em 26 de março de 2024, e bateu o recorde anterior da Itália.

Do lado argentino, a frustração é grande: o sonho do tetra fica adiado e Lionel Messi se despede das Copas aos 39 anos com mais um vice — em sua sexta participação, soma o título de 2022 e agora um novo segundo lugar. No fim de semana, Kylian Mbappé assumiu a artilharia do torneio com 22 gols, ultrapassando Messi na contagem final.

Além do troféu, a Espanha alcançou dois marcos históricos: tornou‑se a primeira seleção a ser campeã mundial simultânea no masculino e no feminino (após o título das mulheres em 2023) e entrou para o seleto grupo de bicampeões, ao lado de Uruguai e França. A presença de ídolos de 2010 — Casillas, Xavi, Puyol e Iniesta — e a viagem de Capdevilla ressaltam a dimensão simbólica da conquista. Com a base jovem e o histórico recente, a seleção espanhola surge como favorita natural para as próximas edições, em especial com 2030 no calendário e em seu radar.