A Espanha confirmou o favoritismo e entrou para a galeria das bicampeãs mundiais ao vencer a Argentina por 1 a 0, em Nova Jersey. Apesar do placar apertado, o duelo teve rara desigualdade técnica entre finalistas: a Fúria controlou o ritmo, circulou melhor a bola e só não resolveu antes por falta de contundência nas finalizações.

Luis de la Fuente repetiu a equipe das etapas anteriores e viu o meio de campo, com Fabian Ruiz e Rodri, dominar as referências argentinas. A Argentina de Lionel Scaloni começou com surpresa ao deixar Paredes no banco; Mac Allister atuou mais recuado, Nico González apareceu pelo lado esquerdo e De Paul retornou ao time titular.

No primeiro tempo a Espanha rondou a área com frequência, mas foi pouco efetiva: foram apenas três finalizações em 49 minutos, contra nenhuma tentativa da Argentina no mesmo período. Além da eficiência limitada, os espanhóis sofreram com duas defesas fundamentais de Emiliano Martínez, que seguraram o 0 a 0 até a prorrogação.

Scaloni ajustou no intervalo, colocando Paredes e tirando Nico González para tentar dar mais controle e avanço ao meio. Mesmo assim, a Albiceleste teve enormes dificuldades para impor seu jogo de aproximação e criação; a primeira finalização argentina só apareceu no segundo tempo da prorrogação — sintoma do domínio adversário.

O gol que decidiu saiu de uma mudança providencial: Ferrán Torres, acionado do banco, foi o responsável por transformar superioridade em resultado no tempo extra. Para a Espanha, é a coroação de uma equipe que soube controlar o jogo; para a Argentina, o capítulo expõe limites diante de um sistema adversário bem montado.