A seleção espanhola chegou ao último teste antes da Copa do Mundo com uma vitória que reforça a trajetória de confiança: 3 a 1 sobre o Peru, em Puebla, no México. O resultado estende a marca de invencibilidade para 35 partidas — sequência iniciada após o revés para a Escócia em março de 2023 — e alimenta a expectativa por um desempenho sólido na estreia do Mundial.
A imprensa espanhola reagiu com elogios e tom de otimismo. O Marca destacou a adaptação do time às condições de Puebla; o Mundo Deportivo celebrou a atuação de Pedri — autor do segundo gol — e interpretou a escalação de Unai Simón como um sinal de definição na meta; já o AS registrou o fato de a equipe não ter sofrido baixas físicas no amistoso e realçou a necessidade dos últimos ajustes antes da competição. As avaliações, no entanto, combinam entusiasmo com cautela.
Essa cautela tem motivos: embora Luis de La Fuente tenha usado a base provável para a estreia, dois dos nomes mais influentes do elenco — Lamine Yamal e Nico Williams — ainda não puderam atuar, recuperando-se de questões físicas. A ausência dos pontas reduz alternativas ofensivas e obriga o corpo técnico a calibrar rotinas e minutos para assegurar ritmo e entrosamento sem precipitar retornos. Além disso, a disputa no posto de goleiro, com Raya entrando no segundo tempo, mantém aberta uma decisão que pode ter impacto direto na consistência da equipe.
A próxima parada é Atlanta, onde a Espanha estreia na Copa contra Cabo Verde na próxima segunda-feira. O amistoso em Puebla serviu para confirmar consistência tática e opções como Pedri, Ferran Torres e Oyarzabal, mas também deixou claro que a leitura final do torneio dependerá da recuperação dos lesionados e das escolhas do treinador nos dias decisivos. Em termos práticos, a invencibilidade dá ao time uma margem de confiança; cabe agora transformar esse capital psicológico em rendimento efetivo diante de adversários que exigirão foco e variação estratégica.